A Industria dos incêndios Por José Gomes Ferreira

A Industria dos incêndios Por José Gomes Ferreira

A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 – Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 – A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios…

3 – Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 – À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: “enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder”. Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 – Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime…

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta – e até as habitações – e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.

Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo – destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 – Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 – Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 – Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 – Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 – Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 – E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

José Gomes Ferreira

incêndio
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Comentários

comments

49 thoughts on “A Industria dos incêndios Por José Gomes Ferreira

  • Setembro 2, 2013 at 10:17 am
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    completamente de acordo com o autor .

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  • Setembro 2, 2013 at 11:35 am
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    ponham os reclusos a limpar as matas, já que lhes pagamos o tecto e a comida, que façam alguma coisa pela sociedade.

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    • Setembro 3, 2013 at 12:26 am
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      isso mesmo!… Nada mais saudável destacar os reclusos na tarefa da limpeza das matas. c/ certeza diminuía o numero de reclusos. É de lamentar as cadeias estão supre lutadas pelos maus feitores, sabem à partida K têm um teto, comida e formação sem ter k fazer calos nas mãos.

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      • Setembro 3, 2013 at 5:42 pm
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        Aliás, para quem não sabe, a média de uma diária de um recluso sai a 40€.
        Eu pago isso quando tenho de ficar a dormir fora para trabalhar…. e eles? Vamos roubar mais um pouco quem nos paga a pensão diária. Tal e qual os nossos politicos.

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    • Setembro 3, 2013 at 11:44 am
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      100% de acordo. Façamos uma petição nacional. A vida de crime não pode ser recompensada com sopas e descanso!

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    • Setembro 3, 2013 at 1:27 pm
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      Não podia estar mais de acordo!!

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  • Setembro 2, 2013 at 11:49 am
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    Completamente de acordo e falta ainda acrescentar que, com boa vontade existem meios à disposição na Força Aérea, como é o caso dos aviões Hércules C – 130 que podem ser perfeitamente utilizados no combate a incêndios, bem como os Helicópteros Puma, substituídos pelos novos Merlin que, em vez de estarem a apodrecer num qualquer Hangar poderiam ser adaptados para este fim.

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  • Setembro 2, 2013 at 1:07 pm
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    Área ardida não se constrói (é replantada)! Madeira ardida não se vende (é pura e simplesmente destruída e usada como adubo), pena máxima de 25 anos (sem perdão) para os incendiários por crimes contra a nação (a limpar matas e a replantar)! Combate aos incêndios através de meios próprios (meios aéreos)! Se assim for, deixa de haver qualquer motivação económica para o fazer e, além disso, apanhar 25 anos dá para pensar mais que duas vezes!

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  • Setembro 2, 2013 at 2:51 pm
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    Eu juntaria um 7º ponto: Aumentar o nº de equipas de sapadores florestais. Estes sim, conhecem a floresta pois passam os 12 meses do ano a trabalhar nos espaços florestais, quer em silvicultura preventiva, manutenção de caminhos, vigilância, combate a incêndios e em operações de rescaldo. E ao criar estas equipas promove-se o emprego em zonas desfavorecidas.

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    • Setembro 2, 2013 at 10:43 pm
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      Corrijo o seu 7º ponto muitos dos sapadores florestais não conhecem o perímetro florestal onde circulam mas tente perguntar a alguns dos poucos ainda existentes Guardas Florestais (digamos que extintos pelo governo de Sócrates e por alguns pseudo guardas florestais que queriam ser policias no “longinquo” governo de António Guterres) onde começa e acaba os limites da Mata Nacional, os melhores arrifes, estradões ou aceiros para se passar com uma viatura como um jipe de combate a incêndios ou mesmo um auto-tanque TT. Se não conhecer nenhum diga-me que posso apresentar-lhe o meu pai e os colegas

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      • Setembro 3, 2013 at 11:20 am
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        Teria muito gosto em conhecer o seu pai e colegas… Juntaria a outros mestres que conheço e com os quais aprendi bastante sobre floresta. Também gostaria que me apresentasse um sapador que não conheça, perfeitamente, a sua área de intervenção. Já agora, e caso pretenda, posso-lhe apresentar sapadores florestais a trabalhar em perímetro florestal que conhecem tanto o seu perímetro como os guardas florestais que lá trabalharam. Não corrija o meu ponto mas acrescente um ponto relativo a guardas-florestais que terá o meu apoio. Não tenho dúvidas que a criação das equipas de sapadores florestais foi a melhor decisão tomada em defesa da floresta pelos demais governos desde há muitos anos a esta parte… Há um senão, o seu número peca por escasso. Concordo que a extinção do guarda-florestal foi uma péssima decisão.

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  • Setembro 2, 2013 at 3:39 pm
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    O apoio aos bombeiros será por si só um incentivo para a ocorrência de incendios (sobretudo os apoios monetários que são dados em troca das saidas dos quarteis dos bombeiros ou do nº de fogos para os quais são solicitados). Além disso, a vigilância por militares de pouco serve, uma vez que estes não conhecem as zonas para onde são destacados e quem põe fogo conhece os “cantos à casa” melhor que ninguém. O que se deveria fazer era promover a limpeza das matas e a melhoria dos acessos, a começar pelas matas do estado, que se encontram num estado lastimável e vergonhoso (há muita gente a ser paga pelo estado para estar em casa, aí está uma otima ocupação!)

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    • Setembro 3, 2013 at 7:49 am
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      exactamente, concordo consigo, 90% dos fogos são provocados por bombeiros à procura de incentivos e também pelos chefes das corporações para terem escusas de comprar mais material e assim ganharem comissões….

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      • Agosto 11, 2016 at 2:55 am
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        Eu sou comandante de um corpo de bombeiros e também sou bem educado, mas só me ocorre dizer-lhe que o senhor é o cromo mais difícil dessa caderneta !!!

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  • Setembro 2, 2013 at 4:14 pm
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    Falta só adicionar uma indústria (e não estou a ser irónico), que são as TVs, que ganham imenso dinheiro com a transmissão de imagens dos incêndios, ainda por cima numa altura em que, normalmente, há poucas notícias para encher os telejornais. (atenção que digo acrescentar, não nego nada do resto que está escrito, mas acho que as TVs tb têm a sua parte interessada neste negócio dos incêndios)

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  • Setembro 2, 2013 at 4:49 pm
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    Resolve-se com prevenção, ou seja SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO com periodo de recruta para treino de combate a incendios, limpeza e patrulhamento da floresta. Os militares no verão deviam estar todos em tendas de campanha a a fazer vigilancia armada nas nossas florestas e com ordem para atirar contra os incendiários. Esses é que são o nosso verdadeiro inimigo! FA Portuguesa? Falcons? Não! Comprem aviões de combate a incendios que os nossos pilotos da força aérea sabem muito bem como se brinca com uma máquina daquelas. Sinto-me muito incomodado ao ver “soldados” ditos da paz, a serem dizimados pelo fogo, enquanto os outros soldados “os verdadeiros” que vivem à nossa custa estão a dormir a sesta nos quartéis à espera de serem chamados para uma guerra qualquer no fim do mundo. UMA PETIÇÃO JÁ!!!!!!!

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    • Setembro 2, 2013 at 9:54 pm
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      Nao sabes do que falas em relaçao aos militares! Os militares ja apoiam constantemente os incendios e nao e desde hoje! Fazem parte do plano vulcano (prevençao, e patrulhamento) e o plano lira ( prevençao, patrulhamento e rescaldo). Por isso de certeza que esses militares ja fazem mais pela sociedade do que muita gente que fala sem saber o que diz!

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      • Setembro 15, 2013 at 12:33 am
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        ai fazem…e matam tambem muitas formigas com as costas .eu digo rrua com a tropa e a funçao publica toda
        .

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      • Setembro 15, 2013 at 12:50 pm
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        Pois é lazaro!!! Estou a ver que a tua ignorancia é infinita!!!! Estou a ver que es daqueles que fala e que deve estar a receber o rendimento mínimo, e que ainda faz menos do que quem lá anda!!!

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      • Setembro 15, 2013 at 10:19 pm
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        para jà
        um militar por respeito e disciplica nunca trata nimguèm por tu nao sou seu sobordinado .sou emigrante en frança faz 30 anos trabalho honestamente vou a portugal quando posso e sei o que se passa ; voce deve ser daqueles clans com direitos feodais que passa de pais para filhos esse tempo aqui na europa central acabou jà sei voce vai-me dizer que nunca precisou de emigrar ou se faz parte do sistema ou nao; fico triste quando vejo bombeiros que morrem por um pais que vive na ignorancia prefiro contribuir com o pouco que levo a portugal a pessoas pobres que a chulos de tropa que nao servem em nada o pais a guerra fria acabou voce vai apagar incendios com submarinos; ou fazem saunas para soldados gordos e besuntudos portugal è o pais da europa que tem mais generais por mil soldados para fazer o que;diga-me quanto arrecadou o pais en avantagens politico economicas graças a tropa 0 e portanto os investimentos sao grandes; sem mais encomodar porque da-me vontade de chorar neste momento ao ver a rtpi e a homenagem a bombeiros. DIGA-ME PARA QUE SERVE A TROPA EM PORTUGAL PARA ATACAR QUEM E PARA SE DEFENDER DE QUEM.

        PS; posso ter mais respeito por um gajo ordenado minimo sobretudo se precisa que por um militar mata formigas e chupa un pais pobre na falencia; tinha vergonha

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      • Setembro 15, 2013 at 11:34 pm
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        Pois é Sr. Lazaro, já que fica ofendido por tratar por tu, quando e sendo emigrante em frança saber perfeitamente que a palavra você não existe no dicionario frances-frances! Em primeiro lugar, nao sou militar, e em segundo lugar sou emigrante como o sr. mas na suiça, em Luzern! Simplesmente o senhor diz que sabe, mas nao sabe! Já agora sabia que as Forças Armadas constituem uma instituição nacional de Portugal à qual compete garantir a independência nacional, a unidade do Estado e a integridade do território? Aqui está uma resposta a uma questão sua! Outra curiosidade é que Portugal não tem o efectivo suficiente exigido correspondente ha sua população?! Outra curiosidade, somos um dos estados membros fundadores da NATO/OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte ), e claro está, temos de ter forças armadas para corresponder as necessidades da organizaçao! A questao dos submarinos tambem nao sou a favor, pelos menos na altura que foram e da forma que foram comprados! Posso garantir-lhe que o estado portugues recebe fundos tanto por manter o Tratado Atlantico Norte, assim como tambem recebe fundos pelos meio humanos e mecanicos que poem ao dispor da organizaçao nomeadamente nas missoes que tambem muitos portugueses perderam as suas vidas e que acabaram esquecidos!
        Eu tenho cultura neste campo porque vivi esta cultura e respeito o trabalho dos homens e mulheres que constituem as forças armadas, e como muitos deles tambem arriscou a vida nos incendios, e tambem na altura das cheias, no apoio as populaçoes!
        Espero ter sido claro, e antes de falar mal de uma instituiçao que deve ter mais credibilidade no país, claro está, tem as suas falhas, tambem tem pessoas sem dignidade!

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        • Agosto 18, 2017 at 4:37 am
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          E pena ver que em vez de ódio contra incendiários..se aproveitarem desta questão para falar mal da tropa portuguesa..

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      • Setembro 16, 2013 at 11:14 pm
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        Voce= prom 1(por)fam tu 2. sout vous
        voces =prl pl vous
        = larrusse ou bescherelle ,mas nao a versao a 5 coroas,
        podia dizer senhor,Monsieur mas voce disse tu.Ou queria que lhe chama-se doutor,como é que voce quer que uma palavra francesa esteja no dicionàrio frances frances,enfim breve até nem fiquei chateado pelo fato de me tratar por tu mas como sei que voce se nao é melitar jà o foi ou tem intreses de panela familiar ou outra,nao posso compreeder como é que, quando hàlguém ouve criticar uma instituiçao por mais respeitavél que seja é logo um gajo que recebe o ordenado minimo ( un clochard = um sem abrigo) com respeito à otan voce diz cito: temos que ter forças armadas para conrresponder as necessidades da (organizaçao)eu diria (do pais)voce tem uma tendencia en dizer,tu pensas que sabes mas nao sabes o que estas a dizer, ou voce sabia que.Se voce pensa saber mais que os outros bravo…mas garanto-lhe que para mim nao é sinal de boa virtude.Que descriçao de polica voce me deu,eu conheci a velha senhora portanto voce esta muito mal situado para me dar aulas de democracia,guarde as suas liçoes de teologia para voce ou acabase o seminario,olhe à sua volta veja, integre-se no pais que o acolhe deixe um pouco as assosiaçoes e fale-me das suas farças armadas.Portugal nao presisa da otan presisa de europa deu mais a europa em 20 anos que a otan,o dinheiro foi dado so que muitos compraram 4×4 e outros submarinos e os bombeiros vejo dois agarados a um tubo de rega.Portugueses nao temos coragem para dizer a verdade PONTO a sua retorica é o policamente correto, caro amigo eu nao tenho morgados a sustentar nem cargos policos a defender é preciso desongordar o mamuth e começava jà pelo mfa entre outros,a polica melitar do pais està fora dos seus meios economicos.comprem canadairs.Nao peçam à frança nem à espanha e mesmo à croàcia que vergonha.Instituiçoes respeitaveis ?!!de respeito estao os portugueses fartos,eu nao voto em portugal mas voto en frança municipais e europeias porque é aqui que pago os impostos,também podia votar aqui nas eleiçoes portuguesas votar para LADROES que envergonham o meu pais?
        por acaso fiquei muito enriquecido com as suas aulas de cultura,eu acho que enriqueci foi a minha estupidez porque jà sou estupido que chegue so de lhe estar aqui a dar bola, voce é o portugues tipico sabe tudo e os outros nao sabem nada PTI pobre teimoso e ignorante,para um professor? Aqui lhe deixo respeituosamente a minha despedida garanto-lhe que comigo nao aprende nada.

        PS: aos amantes da lingua portuguesa:faltam certos acentos pois utiliso um teclado de lingua francesa podia fazer a correçao via informatica mas vou comer amanha é dia de (escola)aqui ficam as minha sinceras desculpas.

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        • Agosto 18, 2017 at 5:04 am
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          No que diz respeito a europa,concordo .tem razão.

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      • Setembro 17, 2013 at 12:19 am
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        Boa noite antes de mais…. Sobre o seu texto posso retirar muita coisa há qual teria conversa para um ano, mas não vou faze-lo porque há coisas que o sr diz com sentido e outras que não fazem sentido nenhum. Mas como estamos numa Europa Democráticas, as pessoas têm liberdade de expressão e mesmo que não estejam de acordo, podem debater as questões! Quero que fique ciente que o todas as palavras que usei no primeiro comentário foram as adequadas em resposta há forma de como se pronunciou acerca do assunto. Se se tivesse expressado como muita gente o faz aqui, eu responderia de maneira adequada expressando o meu ponto de vista!
        Bom eu não sou perfeito e não conheço ninguem que o seja, eu também dou erros e por vezes tambem nao ponho acentos!
        Eu não penso que sei mais que os outros, simplesmente dei-lhe a conhecer dos factos! Não inventei uma letra que seja. Tudo que lhe disse está escrito e assinado por baixo!
        Quando me referi a ser do tipo que recebe o ordenado mínimo, foi no sentido, de vir para ca muita gente falar e que de facto está nessa situaçao, mas que quando está a arder na sua terra não pega num garrafão de agua e vai entregar a aquelas pessoas que estão a dar a sua vida para salvar o que é nosso! A sua interpretaçao nao foi de acordo a aquilo a que me referi!
        Acerca do assunto dos meios de combate a incendios, nos nao precisamos de comprar! Basta adaptar os helicopteros puma ou mesmo os avioes hercules c-130 para esse fim, mas como eu digo, nos n pedimos ajuda a ninguem, nos alugamos essa ajuda que vem de fora, porque ha um negocio de interesses por traz o que eu sou totalmente em desacordo porque temos meios que podemos utilizar.
        O país precisa da europa e da OTAN, nao podemos pensar so no dia de hoje, temos de pensar no dia de amanha, e como isso n se sabe é uma precauçao.
        É verdade que fui militar, foi a profissao que desempenhei durante 7 anos da minha vida e que foi a coisa com mais valor que fiz, foi a profissao que mais amor dei e que ate pela familia troquei, como em situaçoes de incendio que deixei a familia em casa e voluntariamente me apresentei de prontidao no quartel para puder ir ajudar! Fiz uma missao no estrangeiro no qual arrisquei a minha vida, tal como outros e que a perderam, a representar o seu país!
        Nao me quero alargar mais, so gostaria de lhe deixar claro que e falando sobre o assunto em causa que sao os incendios, a minha opiniao sobre isso é o estado poderia e deveria canalizar mais fundos, tanto nos equipamentos individuais dos bombeiros, porque esses equipamentos salvam vidas, como nos meios de combate a incendio!
        Tenha uma boa noite e um bom descanso!

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  • Setembro 2, 2013 at 5:34 pm
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    Não há só interesses económicos! Se cruzarem os piores Verões com a rentree política também encontram resultados interessantes e muitas coincidências!!!

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  • Setembro 2, 2013 at 5:41 pm
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    Já repararam que em anos de grandes incêndios ou de grande área ardida coincide sempre em anos de eleições, porque será?

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  • Setembro 2, 2013 at 9:50 pm
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    e porque é que o José gomes ferreira não arrola a principal suspeita: um bombeiro voluntário ganha 50 euros/dia e se não houver incêndios não há necessidade de tanta gente nos quartéis? E porque é que há coroporações onde a admissão nos voluntários se faz de pai para filho? e porque é que o josé gomes ferreira não fala dos comandantes sócios de empresas importadoras e comercializadoras de produtos de combate ao fogo? e quais são as bensses na lei dadas aos voluntários? E quem é que autoriza uma bombeira de 21 anos ir combater a frente do fofo?Claro qu há os que morrem, mas também há os outros,

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    • Setembro 3, 2013 at 7:51 am
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      Esse o ponto chave de que ninguem fala….

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  • Setembro 2, 2013 at 10:20 pm
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    Plenamente de acordo, e mais, será que a industria eólica não terá nada a ver com esta situação? É que tenho reparado que a seguir a um incêndio em serras essas ventoinhas aparecem como cogumelos.

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  • Setembro 2, 2013 at 11:14 pm
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    Seria interessante que os media dessem uma perspetiva histórica dos serviços florestais, outrora uma entidade de prestígio que tem vindo a degradar-se com o sucessivo desinvestimento do governo.

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  • Setembro 2, 2013 at 11:29 pm
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    Discordo de muita coisa do que diz, Principalmente quando diz: ” Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país” fende o seu ganha pão “as audiencias”.
    É BEM VERDADE QUE o excesso de imagens levam a mais incendios, mas é mais facil ocupar o horario nobre com estas imagens do que com jornalismo de investigação sobre os assuntos que refere!!!

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  • Setembro 3, 2013 at 12:38 am
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    É curioso que cada um à sua maneira, interpretou os fenómenos do fogo, com suspeitas muito preocupantes. Eu estou convencido que a Industria do Fogo deve ser denunciada nos seus mais variados aspetos. È preciso ter coragem para regeitar o discurso oficial que apresenta as causas dos fogos ao tempo quente, ao grau de humidade, à falta de limpesa das matas etc. Quando a proteção civil anuncia publicamente os alertas e as áreas susceptiveis de ocorrer incêndios, porque não o faz oficiosamente aos órgãos interessados ? Nunca repararam que a seguir a esses anúncios eclodem incêndios ?

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  • Setembro 3, 2013 at 1:11 am
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    Estou plenamente de acordo com alguns comentários quer com o José Gomes que é das poucas pessoas que vejo sem “pruridos” para dizer certas verdades! Houvesse mais “José’s Gomes Ferreira”. Não sou extremista, sou um detentor de pequenas propriedades florestais de família no Minho e vivo com o coração nas mãos a ver quando volto a ser mais uma das muitas vítimas deste flagelo (sim, porque já fui!). Vou mais pela sugestão da prevenção do que o combate. Cannadair’s são muito bons mas só dão para combate a fogos, para nada mais.Temos os Hércules e os helicópteros na F Aérea e Marinha que bem que podiam ser usados, são muito mais versáteis, Assim como militares fazerem patrulhas, combinando semanas de formação ou de campo para essas alturas. Em vez de se gastarem milhões de Euros (e ouvi falar numa determinada altura em 79 milhões para combate) porque não usar esse dinheiro para pagar salários sazonais a desempregados (muitos ex guardas florestais agora “espécie em extinção) ou a jovens em férias (como já se chegou a fazer!) que podiam muito bem fazer vigilância? Era 2 em 1, diminuía-se o desemprego e preveniam-se mais fogos, ou aqueles seriam atacados mais precocemente. Relembro que é uma perda não só de potencial económico (a madeira – apesar de muito mal paga ao produtor, deve ser muito produtivo o negócio, pois veja-se a quantidade de camiões carregados de madeira que se vê andar para um lado e para o outro nas estradas deste pais – pelo menos no norte) como, acima de tudo, perda de capacidade de regeneração da poluição – o “efeito pulmão” (algo que nunca vi ou li alguém falar nisso) e isso traduziria-se numa melhoria da qualidade de vida para todos os habitantes do país e do planeta!! Mas não, deixa-se arder pensando que é só mato que se perde e umas árvores. Relembro que um pinheiro bravo demora 30 anos a ser capaz de ser vendido com um valor comercial “aceitável” (no máximo 80 Euros por uma árvore de 1,5 a 2 toneladas que demora bem mais de 30 anos a atingir esse peso!). Já nem falo em carvalhos ou sobreiros (uma das nossas fonte de exportação que, nem assim estimamos). Em relação aos proprietários terem de limpar as matas, só fala disso quem realmente não sabe o preço de mão-de-obra que fica e o trabalho físico que é, limpar uma pequena parcela de floresta! Não é economicamente viável para nenhum produtor seguir o que a lei dita, por isso todos deixam ao abandono: E se lhes exigirem muito, muitos proprietários até entregam as parcelas de bom gosto, pois param de ter despesas e livram-se de chatices, já que lucros esses vão para todos, menos para os produtores que deviam de ser pagos também pelo O2 que produzem e pela regeneração de CO2 e poluição que retiram da atmosfera.Só neste pais vejo a floresta ser tão levianamente tratada e todos olham comentam (e escreve-se muito) mas ninguém faz nada. Os nosso filhos e netos haviam de nos cobrar isso!

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  • Setembro 3, 2013 at 7:00 am
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    Muito Bem dito sim senhor em algumas coisas concordo absolutamente noutras é discutível. Falta lhe as referencias da industria eólica, principalmente no norte centro interior não foram poucos os casos de incêndios florestais pouco tempo antes das colocações dos respectivos aparelhos geradores de energia mas nunca se fala sobre isso talvez para não denegrir as renováveis digo eu .

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  • Setembro 3, 2013 at 11:21 am
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    euclyptus e pinheiros dessicate o solo e criar condições de incêndio. esta não é a floresta, mas está criando deserto.
    eucalipto é o maior problema, seguido pelo despovoamento, que é incentivada por monoculturas que só empregam ou enriquecer algumas pessoas.

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  • Setembro 3, 2013 at 12:17 pm
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    Escrevi a este respeito, um extenso texto de revolta.
    De revolta, por ter verificado como é verdadeira esta industria do incêndio.
    Por acção, dos incendiários estão, neste preciso momento ainda, muitos e muitos incêndios a lavrar.
    Eles essses desgraçados e desalmados infelizes, são o verdadeiro escudo protector do verdadeiro e perigoso e cruel criminoso.
    Nada mais digo pois a revolta com que estou pode levar-me a ser preso por injuria e eu sou um cidadão simples e iletrado… mas educado.
    Nisso, eu, sinto um enorme orgulho.
    O texto de minha autoria titula-se Setembro meu mentiroso Setembro.
    Sou Luis Filipe Barreiros. Cidadão não letrado, mas culto e não imbecíl.

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  • Setembro 3, 2013 at 12:35 pm
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    Concordo inteiramente consigo caro Miguel e olhe que eu sei do que o senhor fala, conheço do que escevi, pois lutei, contra as pavorosas chamas, ao lado dos heróicos bombeiros deste país.
    Sou GNR reformado e de meu apenas tenho carro utilitário, casa humilde e um papo seco, oriundo da pequena reforma que me pagam da qual ainda o FISCO, me roubou, no mês de Agosto, cerca de 48% de um subsidio, a que por lei tenho direito e para ele trabalhei e por ele paguei.
    Sobra-me o que tenho e em campanhas de solidariedade contribuo com o que posso.
    Umas vezes mais outras menos mas contribuo!.

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  • Setembro 3, 2013 at 2:52 pm
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    Totalmente de acordo. Acrescentaria ainda que os bombeiros, particularmente os voluntários (que já vão sendo poucos) se organizem e reivindiquem o que por direito lhes é devido. Acabem com os comandos distritais e nacionais, entreguem o comando a quem no terreno combate os incêndios. Estes senhores/as de boina preta, que apenas servem para dar entrevistas à comunicação social e gastar o nosso dinheiro, nunca são responsabilizados (exemplo o que aconteceu em 2013 no algarve e já este ano na zona centro)

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    • Setembro 15, 2013 at 1:13 am
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      Caro amigo embora esteja de acordo com o que voce vem dizendo nao posso deixar passar (os voluntarios jà vao sendo poucos) Voce jà asistiu a uma festa anual de bombeiros começa pela misa um desfile etc…etc…e depois hà um banquete.numa vila de 5 mil habitantes eu vi cerca de 50 homens fardados sem contar politicos caes grandes e comp.Agora so faltava era eu dar dinheiro para tudo isso. deixem-me rir…para aqueles que puseram esses gatunos no poder desde hà 30 anos acho que deviam contribuir sindicatos policias guardas funcionarios asociassoes de mal feitores e jornalistas sim porque è presiso continuar a engordar o mamuth. Eu nao voto.

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      • Setembro 15, 2013 at 12:54 pm
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        Se não vota, não pode reclamar!!! Se não vota, aceita o que vier e o quem assumir o puder! Do género não vota, qualquer coisa lhe serve!

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      • Setembro 15, 2013 at 11:24 pm
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        Eu reclamei halguma coisa…No tempo do salazar o meu pai nao votava e reclamava foi preso por um isqueiro sem licensa enquanto certos clans do ultramar mataram exploraram enriqueceram por isso hoje votam e pedeem à velha senhora um submarino em segunda mao como brinquedo pro natal .Abre as PORTAS menino jesus…

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      • Setembro 15, 2013 at 11:52 pm
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        Mas porque é que compara um ditadura a uma democracia? Se calhar não sabe o significado de ditadura, mas eu passo a explicar (Ditadura é a um dos regimes não democráticos ou antidemocráticos, ou seja, governos onde não há participação popular….), por isso mesmo é que o seu pai foi preso, porque o povo não direito a fazer o que quer! Espero ter contribuído para enriquecer a sua cultura!

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  • Setembro 3, 2013 at 4:30 pm
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    Concordo plenamente. E também estou de acordo com as palavras do Sr. Rodrigues.

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  • Setembro 3, 2013 at 11:29 pm
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    Sem dúvida, todas essas coisas são verdadeiras, mas enquanto duas das árvores mais inflamáveis ​​no planeta são cultivadas como as monoculturas para o ganho financeiro, então haverá os incêndios. Em termos de precipitação média anual de Portugal, uma plantação de eucalipto de 10 anos de idade consome o dobro da água que cai sobre ele. Isso não é sustentável. O frágil ecossistema português vai se tornar um deserto.

    As florestas de castanheiros e carvalhos são úmidos e frios no calor do verão. Eles não queimam tão facilmente. As árvores nutrem o solo, e onde crescem, há sempre muita água. O caminho é claro, não é?

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  • Setembro 10, 2013 at 12:09 am
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    Na generalidade estou de acordo com tudo, porém, gostaria de comentar algumas situações presenciadas por mim no combate a incéndios e reincéndios ocorridos junto da minha aldeia, onde, juntamente com outros habitantes da localidade, ajudei ativamente na sua extinção.
    1: Houve 3 reincéndios e em todos eles notei muita falta de intersse, tanto da parte dos bombeiros no terreno como dos meios aéreos que participaram; dois elecópetros e dois aviões; em apagar o fogo. Na minha opinião e pelo que vi, ou havia uma descoordenação total dos meios envovidos, ou, então, não havia vontade de extinguir nada. Os bombeiros apenas controlavam o andamento das chamas e os meios aéreos limitavam-se a derramar água onde viam que ardia com mais intensidade, continuando a arder da mesma forma passados escassos segundos.
    2: Com um pouco mais de vontade e empenho tinha sido possível evitar que cerca de metade da área florestal da minha aldeia ficasse reduzida a cinzas. Desde castanheiros, pinheiros,carvalhos assim como outras espécies de árvores e mato, nada escapou.

    Eu estou muito revoltado com tudo isto.
    Alguém, acima, mencionava o interesse das estações televisivas nas imagens para passarem nos noticiários. Eu não posso deixar de estar de acordo, pois se os jornalistas de investigação, investigam tudo e mais alguma coisa, ainda não há rumores que estejam a investigar os meios de combate a incéndios, porque, quanto a mim, esses são os principais beneficiados.

    Esta é a minha opiniao.

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  • Setembro 12, 2013 at 8:58 pm
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    Não li todos os comentários de momento, mas… deixem-me que vos diga que concordo com este “senhor” em todos os seus comentários!… Algo existem por detrás de tudo isto!… E, será de todo o interesse que se acabe com tamanha barbaridade para o nosso território!… Não acredito que as Forças Policiais não tenham conhecimento dos autores de tudo o que se tem passado, só que…que…que…não se podem adiantar mais!… Que pena!!…

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  • Setembro 23, 2013 at 8:39 am
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    Já Poirot dizia que para se procurar o autor de um crime, a primeira coisa a fazer é saber quem ganhou com esse crime. Assim se faz uma lista de suspeitos e o(s) criminoso(s) está(ão) de certeza absoluta nessa lista. Por isso pergunto: não está mais do que na hora de os jornalistas de investigação fazerem uma grande reportagem com esse tema: “Quem lucra com os incêndios?”
    Outra conclusão final será: Se não houver nenhum interesse em que haja incêndios, não haverá incêndios. Por isso, para acabar com eles, basta tomar as medidas necessárias para que ninguém lucre com eles… Simples…

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